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Amistosos e Jogos Olímpicos no calendário da Seleção de Mano Menezes
Equipe comandada pelo técnico realiza cinco partidas preparatórias para a Olimpíada e já tem jogo marcado para o segundo semestre.
02/02/2012 - 15:53

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou no mês de janeiro o calendário de amistosos previstos para a Seleção Brasileira em 2012. Até a estreia da equipe nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho deste ano, o Brasil entrará em campo para a disputa de cinco partidas, mas nenhuma em território nacional. Após a competição, já está confirmada data FIFA para 15 de agosto.

O primeiro compromisso oficial da Seleção vai ser no próximo dia 28. Ainda sem a cidade definida, a equipe canarinho enfrenta a Bósnia, em jogo a ser disputado na Suiça. Esta será a segunda partida entre brasileiros e bósnios. A disputa anterior aconteceu em 1996, em Manaus, e nós levamos a melhor terminando o jogo com o placar de 1 a 0, gol de Ronaldo.

Após uma pausa nos meses de março e abril, a equipe se reúne novamente para quatro amistosos entre os meses de maio e junho. No dia 26 de maio, o Brasil enfrenta a Dinamarca, em Hamburgo, na Alemanha. Após a partida, os brasileiros embarcam para os Estados Unidos, onde disputam três jogos com adversários já conhecidos de Mano Menezes. Sem data e local definidos ainda, no dia 30 ou 31 de maio o duelo será contra os donos da casa na cidade de Boston ou em Washington, na segunda disputa entre as equipes com o técnico no comando da Seleção.

Ainda em território norte-americano, os brasileiros enfrentam os mexicanos, no dia três de junho, em Dallas. No dia nove do mesmo mês, New Jersey será palco do maior clássico das Américas: Brasil e Argentina. No histórico entre os dois gigantes do futebol mundial, os brasileiros levam vantagem com 39 vitórias contra 35 dos argentinos. Além disso, a Seleção possui cinco títulos mundiais enquanto os hermanos apenas dois.

Nos últimos dias, a CBF confirmou o primeiro amistoso para o segundo semestre. Depois da busca pelo inédito ouro olímpico em Londres, Mano volta a campo com seu grupo no dia 15 de agosto, contra a Suécia, na partida que marca a despedida do Estádio Rasunda, em Estocolmo. Construído em 1937, o local foi palco da primeira conquista brasileira da Copa do Mundo, em 1958, com a que é considerada por muitos uma das melhores Seleções do mundo.

A grande vitória do Barcelona
Confira a análise do técnico da Seleção após a final do Mundial de Clubes FIFA.
18/12/2011 - 20:48

Não temos mais dúvidas entre os futebolistas, sejam eles jogadores, dirigentes, críticos ou torcedores: este grupo atual do Barcelona veio para fazer história.

A vitória de hoje, na final do Mundial de Clubes da Fifa diante do Santos, no Japão, foi apenas mais uma das tantas conquistadas até aqui e das que ainda virão.

Há 35 anos eles decidiram que queriam ser assim, trabalharam incansavelmente nesta direção e o resultado está à mostra para o mundo todo ver. Sua capacidade não se discute mais. Eles estão disparadamente melhores.

Como técnico de futebol da Seleção Brasileira, saio deste jogo com dois sentimentos: um de tristeza e outro de esperança.

Tristeza pela superioridade incontestável de uma equipe espanhola contra uma equipe brasileira.

Esperançoso porque, excluindo os extremistas, provavelmente a derrota vai nos remeter a uma discussão mais profunda e proveitosa, dos verdadeiros problemas do futebol brasileiro.

Tenho ouvido que sempre vencemos do nosso jeito e os outros estão fazendo da maneira que fazíamos antes.

Temos que encarar que essa gente está fazendo algo diferente e temos que aceitar, entender e resolver isso. Os projetos precisam ser sérios e ter continuidade.

Aqui, nossos críticos ainda estão rotulando uma equipe de ofensiva ou defensiva pelo número de atacantes ou volantes que o seu técnico escala na formação inicial, e isso passa para o torcedor.

Este Barcelona já jogou em todas as disposições táticas. Iniciou uma partida, recentemente, com linha de três defensiva, sem nenhum zagueiro e hoje deu uma aula de ofensividade, sem nenhum atacante de ofício.

Continuamos produzindo jogadores com alta capacidade técnica, mas precisamos formá-los, dirigí-los e criticá-los melhor.

Nosso potencial ainda nos permite esta recuperação a curto prazo.

Então temos que fazer a nossa parte porque nossos adversários estão fazendo a sua.

O Santos, apesar da derrota, é o atual campeão da Libertadores da América, vice-mundial, dirigido por um dos técnicos mais vencedores do futebol brasileiro, com um grande elenco, que merece todo nosso respeito.


Mano Menezes

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